A Criança e o Desafio da Volta às Aulas

 

Chegou a hora do retorno às aulas. O reencontro com os amiguinhos, as novas amizades, os antigos e novos professores e, em alguns casos, até, a troca de escola. Um momento que, para nós adultos, pode não passar de uma rotina normal, mas que, sob a ótica da infância, pode gerar muita insegurança e eventuais conflitos. Afinal, toda essa nova rotina de compromissos vem acabar com um longo período de férias, onde imperavam os agradáveis banhos de mar e  as brincadeiras nas areias da praia e, principalmente, interromper a convivência diária com familiares e pessoas mais próximas. Embora saibamos que se trata de uma situação normal, para as crianças, muitas vezes, essa novidade surge como um desafio a ser superado e que precisa da colaboração e ajuda de todos. E é nesta hora que os pais precisam encontrar na escola um ambiente de muito aconchego e carinho, para que possam deixar seus filhos com segurança e, poderem retornar para o seu dia-a-dia de trabalho com mais tranqüilidade.

 

 Aí entra a importante figura do educador. Neste primeiro contato da criança com a escola, ele, mais do que nunca, deve estar atento, de forma a identificar e ajudar o aluno na solução de suas dificuldades. Dificuldades estas que devem ser trabalhadas já a partir da educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental, a fim de acrescentar no seu desenvolvimento psico-afetivo ao longo da vida escolar. A meta é proporcionar à criança momentos e espaços lúdicos que favoreçam a relação entre a ela e o espaço escolar. É principalmente aí que surge a Pscicomotricidade Relacional, prática de muita importância a ser aplicada desde os primeiros dias de volta às aulas.

 

Baseada no método do educador francês André Lapierre, que já vem sendo difundido em escolas brasileiras, essa prática psicopedagógica baseia-se na relação da criança com o educador através do jogo em seu sentido mais amplo e mais variado, como o jogo fictício, do “faz-de-conta”, de refúgio, enfim, o jogo simbólico, ou o espontâneo. Para que isso ocorra é necessário que a criança seja vista de uma nova maneira, diminuindo a distância entre ela e o educador e refletindo sobre as relações autênticas, onde seja estabelecido um acordo sincero com a infância. Nós, educadores, devemos colocarmo-nos numa postura de disponibilidade, em que se resgata e descobre os desejos infantis, seus fantasmas e suas limitações, conquistando, a partir daí, a vitória de uma relação autêntica e, juntamente com a sabedoria da vida, buscar momentos de entrega nesta relação com o aluno.

 

Não tenho a pretensão de passar neste artigo receitas prontas. Mas entre o real e o imaginário encontramos um mundo todo especial, carregado de uma simbologia própria. É nele que se abriga o brincar, forma milenar que as crianças encontraram de viver suas fantasias e de pintar a realidade com um colorido todo especial. É importante sempre que, nós educadores, tenhamos, todos os dias, a certeza de que, ao viajarmos num barquinho de papel, poderemos navegar pelas águas tranqüilas do imaginário e chegar ao mundo mágico infantil. Somente desta forma, então, estaremos melhor preparados para conhecer um pouco mais sobre nossos pequeninos.

 

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Bairro Tristeza

Porto Alegre, RS

Psicopedagoga Maria Rita Fernandes Araújo

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