Difícil Recomeço

 

 

Estamos na metade do mês de março e, mais uma vez, vivemos a expectativa da renovação. Os pequeninos, empenhados em carregar suas mochilas, vibrando com materiais novinhos, escolhidos um a um, com muito carinho, por eles e seus pais. Adolescentes com seus arquivos de folhas coloridas e seu sorriso maroto, prontos para novos saberes, sejam eles relacionados a conteúdos formais das disciplinas ou, mesmo, a conquistas de seus pares.

 

É o reinício das aulas. Mas nem sempre é tão fácil recomeçar. Principalmente quando o destino passa pelo enfrentamento de situações, onde o novo e o desconhecido se fazem, obrigatoriamente, presentes. É o que acontece nestas primeiras semanas do novo ano escolar. São as novas experiências, os novos planos, as novas conquistas. É a hora do reencontro com situações já vivenciadas, boas ou não.

 

Limpar a casa, renovar, voltar à rotina, enfim, virar o jogo e reinventá-lo. São vivências que, pela ótica do educador, têm um extremo significado e, por isso, devem ser bem analisadas e trabalhadas. É nesta época de recepção aos alunos, que inicia o período de adaptação e a chamada sondagem, avaliação da escola sobre o nível de conhecimento do aluno e, também, a forma de adaptação em sala-de-aula. Neste contexto, é importante que os educadores estejam atentos a situações que se apresentem de forma diferenciada. A busca de um ambiente tranqüilo e feliz para que, juntos, educadores, alunos, escola e família, possam atuar pacientemente na construção da etapa tão esperada, identificando e traçando metas para serem cumpridas ao longo do ano.

 

É um período, com o ritual da espera voltado a uma adaptação natural e sem traumas. Uma expectativa que, não poucas vezes, é tomada pelo choro e pela resistência em ficar na sala-de-aula. Lógico que a tendência é que, com o passar do tempo, as resistências sejam absorvidas pela rotina e pelo prazer. São pequenos sentimentos que, ao ocorrerem de forma silenciosa, podem se transformar em mágoas ou sofrimentos. O sentimento de apego e desapego normalmente gera uma sensação de perda muito forte. E, tudo isso, não acontece apenas com as menores idades. Na fase adulta também. 
A nossa responsabilidade, neste contexto, transcende ao auxílio na construção do conhecimento. Precisamos estar, além de atentos, disponíveis. Cada um em sua área, pais, pedagogos e especialistas devem, neste momento, realizar um trabalho multidisciplinar para que o reencontro com o novo aconteça repleto de alegrias e realizações.

 

Para todos os envolvidos nesta caminhada, a certeza de que o novo sempre vai surgir em nossa caminhada. E mais ainda: vai ter que ser superado. Com muita paciência e criatividade. 

 

 

Rua Dr. Armando Barbedo, 410 - sala 202 

Bairro Tristeza

Porto Alegre, RS

Psicopedagoga Maria Rita Fernandes Araújo

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