Material Escolar, Detalhe que Faz a Diferença

 

                                                                              (Jornal Zero Hora, 02/2012)

 

Quando pensamos em coisa de criança, a primeira palavra que nos vem à mente é o brincar. Forma milenar que as crianças encontraram de viver suas fantasias e dar à realidade um colorido todo especial, conseguindo, assim, resgatar e descobrir seus desejos, seus fantasmas e suas limitações. Entre o real e o imaginário encontra-se um mundo todo especial, carregado de uma simbologia própria, que abriga o brincar. E é através dessa capacidade imaginativa que os desejos das crianças são realizados.

 

 

 

É importante lembrar teorias de Jean Piaget, sobre às quais é através da fantasia que a inteligência se desenvolve e que existe uma relação direta entre o saber cognitivo e os saberes da vida diária da criança, onde, de alguma forma, estão relacionados ao afeto, aos desejos e às frustrações de cada um, que serão, simbolicamente, vivenciados no brinquedo.

 

 

 

Para melhor compreendermos e acompanharmos essas inquietações, necessitamos aproximarmo-nos desse mundinho todo especial, onde a fantasia e a realidade se misturam, tirando proveito desses momentos e descobrindo aí melhor compreensão de todo esse processo. É na alegria de resgatar nossa criança interior e de concretizar a busca dos nossos desejos mais escondidos e esquecidos pelo tempo, conhecendo e descobrindo o corpo através das sensações e movimentos mais amplos, que seremos capazes de nos entregar a uma relação verdadeira com nosso filho e, desta forma, conquistar um parceiro de afeto por inteiro. Momentos como este, de alquimia entre o dever e o prazer, onde a educação familiar e escolar são firmadas por um laço muito mais forte, que, certamente, a criança saberá, ao longo do tempo, preservar e, principalmente, transmitir às futuras gerações. É a partir daí que poderemos, realmente, viajando num barquinho de papel, chegar ao mundo mágico da imaginação infantil e, assim, conhecer um pouco mais de nossos pequeninos.

 

 

Certamente que não é uma tarefa fácil. Muitas vezes não nos permitimos ao pequeno gesto da entrega. É que, com o passar dos anos e o tumulto do dia-a-dia, não poucas vezes, somos tomados pela necessidade de compromissos “mais importantes”, que nos têm roubado as chances de dedicarmo-nos um pouco mais à simples regrinha do “faz de conta”. Com isso, o mundo mágico vai se perdendo.

 

 

Esta relação de entrega e de cumplicidade diante do brincar é o melhor que se pode dedicar a nós e aos nossos filhos. Que possamos, em algum momentos de nossos dias, estar disponíveis para rolar com eles e fazer uma gostosa guerrinha de travesseiros ou, mesmo, entrarmos numa casinha de bonecas para compartilhar um alegre café da manhã.

 

Com toda a certeza, esta conquista, fruto da vivência com as diferentes fases de nosso filho, nos permitirá uma bagagem de vida, carregada de sentimentos mais ricos e verdadeiros. Nos levará sempre além de um maior entendimento do que a criança sente e pensa, à certeza da construção do alicerce maior de todos, que é o amor sincero e a compreensão mais clara entre pais e filhos.

 

 

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Psicopedagoga Maria Rita Fernandes Araújo

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